Fui a uma festa avessa
E que entusiasmo maior
Tanto verde da natureza
Tanta felicidade e tanto amor
Era uma festa simples com certeza
Mas onde o verde se vê crescer
Sem que o poder trave o querer
Sem que a batalha seja para perder
Festa de gente miúda e graúda
Mentes abertas, legitimamente liberais
É que neste mundo somos todos iguais
A natureza é pura e traz saúde
Os laços do povo são os que fazem a festa
Spots tranquilos e cheios de harmonia
Relatos de pessoas que têm epilepsia
Desabafos de seres discriminalizados
Choros tímidos de humanos sem chão
Num mundo que só tem tecto
Só se pode voar
Não se pode pisar
A ideia é andar recto
Mas há percalços
Há pedras no sapato
Há doenças que nos consomem
Há soluções impossíveis de existir
Há situações provadas e a acontecer
Pessoas doentes e crónicas deixam- se morrer?
Adoecer é viver ilegalmente
E arranjar alternativa para a cura?
Será morrer legalmente?
Ou vice- versa?
Ou a legalidade é não haver dor?
Já agora... com dor, poderá haver dor?
Nesta festa tudo bate certo
Cada vez mais há quem seja esperto
E procure alternativas ondes elas existem
E existem porque curam e persistem
Extracção de óleos essenciais
Terapêutico com fins medicinais
Festa de verde e tão carregada de natureza
Gentes diferentes mas iguais com toda a certeza
Fui a uma festa diferente e gostei
Vim de lá e até me emocionei
Relatos de vidas desesperadas
Encontraram o óleo sagrado para a vida
Afinal havia luz ao fundo do túnel
Afinal havia uma grande saída
Falou-se em muita coisa
Discriminalização
Legalização
Fundamentação
E não é que ouvi com atenção?
Não só por acreditar mas por saber de antemão
Que o que iam dizer era o que eu já sabia
De fio a pavio
Morrer legalmente para não viver?
Ou viver ilegalmente para poder viver?
Eis a questão
E o mundo não responde
Nesta festa respondeu
Na frente do meu olhar
Foram palavras de louvar
Aplaudir de pé para reforçar
Desenhos no chão azul céu
Tal como o teu olhar belo em ti
E de repente volto à festa
Depois de me lembrar dos teus olhos
Que são tão doces como os sonhos
E especiais como estrelas raras a cintilar
E a festa durou
Ali ficou
Mas não acabou
Reflexo de um sociedade oprimida
Que se julga submissa da vida
E não é isso
É outra grande questão
A de grande dimensão
A da vida
E aquela festa fica para a história
Há- de ficar
Nem que seja em memória
Só para lembrar
E que entusiasmo maior
Tanto verde da natureza
Tanta felicidade e tanto amor
Era uma festa simples com certeza
Mas onde o verde se vê crescer
Sem que o poder trave o querer
Sem que a batalha seja para perder
Festa de gente miúda e graúda
Mentes abertas, legitimamente liberais
É que neste mundo somos todos iguais
A natureza é pura e traz saúde
Os laços do povo são os que fazem a festa
Spots tranquilos e cheios de harmonia
Relatos de pessoas que têm epilepsia
Desabafos de seres discriminalizados
Choros tímidos de humanos sem chão
Num mundo que só tem tecto
Só se pode voar
Não se pode pisar
A ideia é andar recto
Mas há percalços
Há pedras no sapato
Há doenças que nos consomem
Há soluções impossíveis de existir
Há situações provadas e a acontecer
Pessoas doentes e crónicas deixam- se morrer?
Adoecer é viver ilegalmente
E arranjar alternativa para a cura?
Será morrer legalmente?
Ou vice- versa?
Ou a legalidade é não haver dor?
Já agora... com dor, poderá haver dor?
Nesta festa tudo bate certo
Cada vez mais há quem seja esperto
E procure alternativas ondes elas existem
E existem porque curam e persistem
Extracção de óleos essenciais
Terapêutico com fins medicinais
Festa de verde e tão carregada de natureza
Gentes diferentes mas iguais com toda a certeza
Fui a uma festa diferente e gostei
Vim de lá e até me emocionei
Relatos de vidas desesperadas
Encontraram o óleo sagrado para a vida
Afinal havia luz ao fundo do túnel
Afinal havia uma grande saída
Falou-se em muita coisa
Discriminalização
Legalização
Fundamentação
E não é que ouvi com atenção?
Não só por acreditar mas por saber de antemão
Que o que iam dizer era o que eu já sabia
De fio a pavio
Morrer legalmente para não viver?
Ou viver ilegalmente para poder viver?
Eis a questão
E o mundo não responde
Nesta festa respondeu
Na frente do meu olhar
Foram palavras de louvar
Aplaudir de pé para reforçar
Desenhos no chão azul céu
Tal como o teu olhar belo em ti
E de repente volto à festa
Depois de me lembrar dos teus olhos
Que são tão doces como os sonhos
E especiais como estrelas raras a cintilar
E a festa durou
Ali ficou
Mas não acabou
Reflexo de um sociedade oprimida
Que se julga submissa da vida
E não é isso
É outra grande questão
A de grande dimensão
A da vida
E aquela festa fica para a história
Há- de ficar
Nem que seja em memória
Só para lembrar
Vanessa Cardui
Foto: Christian Raspuns.Ioana
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