Palavras, dicas femininas,temáticas desejadas e curiosas, algumas horas de pausa e borboletas na barriga... Assim é o mundo da mulher...
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Tudo ou nada
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Vidas hipócritas
Despidas pessoas de almas semi-nuas
Almas que pairam entre as brisas do vento
Almas que até se podem perder num momento
Confuso, obtuso e sem uso
Em que o único uso é saber pensar
Viver é uma arte para quem sabe apreciar
Almas em pessoas vazias e pessoas em poucas almas
Viver sem maratonas, sem pressas e nas calmas
Voar como borboleta e bater as asas e voar
Transpor as nuvens e sonhar que as estou a pisar
Com pés de lã e com uma suavidade tremenda
Viver esta vida é uma grande prenda
E a prenda da vida é sabermos ser
Quem somos e quem queremos ser!
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Camminus
Preciso mas não preciso
Digo mas não faço
Caminho mas só quero correr
Tenho postura mas não quero ter
Digo mas prefiro escrever
Vivo mas quero viver a duplicar
Sinto mas não sinto coisa nenhuma
Lembro mas não tenho memória
Finjo mas quero que seja real
Toco mas não quero tocar
No que sinto
Que está dentro de mim
E que não consigo tocar
Sem me lembrar do que ficou
Por dizer e por fazer
Sem ter que me lembrar
De quem sou..."
(In "Poesias mais-que-Soltas")
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Metamorfose
Que puta de vontade de perder a sanidade mental
E desligar de tudo o que é dito normal
O normal não interessa e faz imenso mal
Podemos ser nós sem tirar nem por
Podemos ser nós assim, tal e qual
A sorte de ter vontade de escrever e dizer
Que se há o que me realize é fazer compreender
Aquilo que eu sinto como poeta ao escrever
A alma envelhece rápido e é tão fácil acontecer
Torna- se dificil de parar e esperar para ver
O lema é escrever enquanto me apetecer
Para mais tarde se me esquecer eu ver
O quão apaixonada era por escrever!"
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Trâmite
E não desaparecem assim, por mais que eu tente
Coisas recalcadas de uma vida que já não é esta
Foram penosas, a mágoa grande, e de que me serve ser modesta?
Nada acontece por acaso, mesmo que a previsão seja nula
Não há nada que eu queira mais do que a felicidade pura
Ser feliz aqui e ali, com sorrisos desmedidos
Dar felicidade aqui e ali, sem motivos aparentes
Abraçar, beijar e propagar pensamentos enlouquecidos
Porque amar é o que nos faz rir, aqui e ali
Porque amar é o que nos dá força, aqui e ali
Porque amar nos leva a qualquer lugar,
Mesmo que não tenhamos para onde ir..."
(in "Poesias Mais-que-Soltas")
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Divergências
Mostro puro arrependimento em algumas situações que podia ter evitado
Talvez agora seja tarde, o tempo já lá vai e já pode ter-se esgotado
Não me arrependo do que não fui, porque já o sou sem o ter sido,
Todos os sentimentos dotados de pureza que nitro estão aqui comigo,
Esses sentimentos que falo são dádivas e têm um grande significado!
Orgulho-me do que fiz e sobretudo do que fui e sou,
Orgulho-me em saber tim-tim por tim-tim quem já me amou...
Sou dotada do truque do dedo mindinho
Porque tenho este meu dedo que adivinha!
Esse dedo, falha-me algumas vezes,
Mas defende- me em algumas das minhas teses..
Quando algum arrufo se avizinha.
Arrependo-me de não ter seguido tantos impulsos,
De não ter tomado algumas medidas que podiam ter sido algo,
Mas de tudo o que me arrependo, nada está em saldo,
Não tenho vergonha de admitir e este é o preço a ser pago
Arrependimentos costumo-os guardar numa caixa feia e grossa
E se ficarem cá fora são capazes de fazer mossa!
Não tenho medo deles, porque foi com eles que aprendi,
Só não quero ter que lembrá-los para não ter que viver ainda o que já vivi..."
(In "Poesias-mais-que-Soltas")
domingo, 1 de janeiro de 2017
Gritos contritos
Um abismo puro e inocente
Uma estrada por percorrer
Uma vida a arder
O tempo que passa a correr
Eu contrita do que não fiz
A vida passageira e aviltada
De impulsos incoerentes mas loucos
Segundos intensos mas tão poucos
Sorte dos encontros que vão havendo
Azar dos momentos que se vão perdendo
Uma contenção que deixa de ser regra quebrada
Passa a vida desmedida e descontrolada
De palavras soltas e de beijos distantes
De conversa tosca e efeitos colaterais
De desejos sonhadores e nigromantes
Acabando em dores viciantes de prazer
Gemidos padecidos de um além-querer
Uma história engraçada e sem igual
O nosso romance, o que ninguém sabe
Em que só nós sabemos "da missa a metade "
(In "Poesias Mais-que- Soltas")
sábado, 17 de dezembro de 2016
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
"Corridas perdidas"
Contratempos imprevisíveis
Cenas que num só momento
Se tornam inesquecíveis
Piscares de luzes
Estradas escuras como breu
Nada me dá mais atlento
Do que olhar ao teu lado
Para o céu, que céu tão meu
Tão teu, tão tudo
Cabisbaixo e mudo
Por estar aqui de frente
Cruzado no nosso olhar
E até um grito fica mudo
Assim que se quer aproximar
Nós agora não somos gente
Somos um pedaço de silêncio
Convertido numa bela sinfonia
Misto de sensações que não meço
Por ser abreviado e não por extenso
Deixas-me baralhada das ideias
Sem nexo de tão possante, o sentir
Um sentir que corre nas veias
Se não o fosse não ia fingir
Não me apetece não ser eu
Também não tenciono fugir
Oportunidades de sorrir e ser feliz
Promessas verdadeiras para cumprir
Quedas tão aparatosas por um triz
E uma asa de borboleta caída num canto
Molhada, calcificada num pranto
Tu secaste, cum cuidado de cuidar
Protegeste, com vontade de ficar
E ficaste
Não só comigo
Mas em mim"
Vanessa Cardui
(In "Poesias Mais-que-Soltas")
domingo, 20 de novembro de 2016
Jardim público
Tu numa barba meia ruiva
Eu, capuchinho sem cesta
Com tanto para dar
Tão pouco para sonhar
Nem preciso da cesta vazia
Transformo a noite em dia
Vivo depressa e a correr
Sem vacilar nem apressar
Com firmeza a caminhar
A história é o que nos apetecer! "
Vanessa Cardui
(In "Poesias-Mais-que-Soltas")
Eu cá, tu mar...
Água calma e regelada
Situações e momentos
Sonhos e constrangimentos
Medições de loucura
Explosões de ternura
Abraços de momentos transparentes
Beijos de mãos suaves e delicadas
Corpos ausentes mas tão juntos
Que mesmo sem se tocarem
São verdadeiramente tocados.."
Vanessa Cardui
(In "Poesias-mais-que-Soltas")
sábado, 19 de novembro de 2016
Enfim, em mim
Saber os caminhos de cor
Rotineiros, em contra-relógio
Tempo instável mas contado
Trovoada e um arco-íris
Estradas repetidas aleatoriamente
Caminhos perdidos de gente
E eu perdida de todos
Mas encontrada de mim
Enfim
Dona de quem parece criada
Subtil como quem não perde a postura
Mãos e pés feitos em nós
Rapsódia de membros
Mixórdia de nós
Coisas estranhas e mudas
Que já parecem ser voz!"
Vanessa Cardui
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Vida
Não tremas
Não vaciles
Faz o que mandares
A vida é tua
Tu decides
Quem és
Como és
Como queres ser
Vive e desfruta
Com calma e depressa
Corre mas ao teu ritmo
Não dês o que não tens para dar
Promete o que podes prometer
Não percas tempo a magicar
Desfruta o tempo
O momento que é sensação
Faz da tua vida uma bela canção
De embalar ou de abanar
A vida é tua
És tu quem decide
Se queres só estagnar
Ou se queres viver a vida
Na tua
Ou na lua
Agora"
Vanessa Cardui
(In "Poesias Mais-que-Soltas")
Foto : Paulo Nuno Santos
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Grito mudo
Contratempos imprevisíveis
Cenas que num só momento
Se tornam inesquecíveis
Piscares de luzes
Estradas escuras como breu
Nada me dá mais alento
Do que olhar ao teu lado
Para o céu, que céu tão meu
Tão teu, tão tudo
Cabisbaixo e mudo
Por estar aqui de frente
Cruzado no nosso olhar
E até um grito fica mudo
Assim que se quer aproximar
Nós agora não somos gente
Somos um pedaço de silêncio
Convertido numa bela sinfonia
Misto de sensações que não meço
Por ser abreviado e não por extenso
Deixas-me baralhada das ideias
Sem nexo de tão possante, o sentir
Um sentir que corre nas veias
Se não o fosse não ia fingir
Não me apetece não ser eu
Também não tenciono fugir
Oportunidades de sorrir e ser feliz
Promessas verdadeiras para cumprir
Quedas tão aparatosas por um triz
E uma asa de borboleta caída num canto
Molhada, calcificada num pranto
Tu secaste, cum cuidado de cuidar
Protegeste, com vontade de ficar
E ficaste
Não só comigo
Mas em mim"
Vanessa Cardui
(In "Poesias Mais-que-Soltas")

Foto: Paulo Nuno Santos
domingo, 6 de novembro de 2016
Dias (de)vidas
"Noites vagabundas cheias de sonhos Dias corridos e espremidos de cansaço Metade, inteira, ou pedaço Tudo ou nada Arriscar e ser feliz Matar a alma inconsciente Mudar o cenário Uma coisa diferente Abrir caminhos cativantes Não anteceder mas antecipar Viver para depois festejar Assim o quero encarar Uma oportunidade de sorrir Deitar fora não...mas agarrar E viver dias sonhados Outrora com demora Mas agora cheios de pressa De serem vividos" Vanessa Cardui (In "Poesias Mais-que-Soltas")
Foto: Paulo Nuno Santos
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
(Des)Ilusão
"Tu, frenético e irritado,
Eu, contida e desolada.
Palavras que não são nada,
E que me deixaram neste estado.
Falas de cor o que eu nem sequer sei,
Vestes-me roupa que nunca usei!
Diz-me o que lucras com esta situação!
Julgas ser sempre dono da razão...
Mas não és nenhum príncipe nem rei!
É que me aperta tanto o coração,
Quando o amor acaba em discussão
E dissolve-se numa tremenda desilusão.
Cala-te, senta-te, analisa o teu comportamento
Que evaporou tanto deste sentimento!
Que se eclipsou num único momento,
Sem tento e sem um pingo de lamento.
Tudo o que quero é que te cales e que me olhes,
Como se fosse a primeira vez de tantas mais,
O que me fizeres agora é o que colhes,
Agora, sempre e em tantos dias iguais!
Já chega de simbioses discursais,
Este ambiente mata-nos por dentro,
Não vês que isto já é demais?
Eu assim não penso, não me concentro...
As desculpas evitam-se e não se esquecem
As palavras ficam e não envelhecem,
As mágoas nunca mais desvanecem,
Ficam, corroem, moem, destroem...
Vamos parar o tempo já,
Aproveitar o que a vida nos dá,
Vamos abraçar o verbo amar,
Vamos beijar o verbo perdoar.
Revejo-me na vida que eu tenho e não a conheço,
Toco em momentos lindos e não os sinto...
Fecho os olhos delicadamente e quase que adormeço,
Estou perdida de mim, perdida de amor, e não minto...
Entro num sonho lindo forrado com gestos majestosos,
Todo um cenário cheio de cor, de paz e de amor...
Tudo coberto de ternos momentos gloriosos,
Momentos que agora me proporcionam dor.
Na hora em que me situo na realidade crua
De uma vida penosa e conturbada de tanta paixão,
Em que um amor tão imenso quase que me deixa nua,
Porque, no fundo, toda eu sou coração!
Não tenho corpo, toda eu sou alma e redenção!
Cedo a beijos desalmados e a abraços esquecidos,
Agarro neles como se fossem os meus sentidos!
E são-no, com tanta força e tanta vontade,
Que me enchem o peito de verdade!
Volto atrás no tempo e vejo o arrependimento,
Cravejado de palavras e de um só momento.
Um momento que se desfez na nossa desgraça,
Destes corações partidos em cacos com uma taça!
Estou perante um sentimento que não quero perder,
Por mais ofensas e tantas lamentações,
Ambos sabemos que temos todas as condições,
Para voltar atrás e este amor erguer!
Preciso do teu ar para respirar,
Quero o teu braço para agarrar,
Preciso que me queiras amar,
Quero muito, muito voltar!
Quero mostrar-te o sentido da vida,
Provar os beijos que ficaram perdidos,
Transformar o certo em rebeldia,
Converter sentimentos desmedidos.
Mas só contigo, isto é possível… só contigo consigo lá chegar;
Não preciso de asas nem de aviões de papel, apenas preciso de ti.
Não preciso de dinheiro no bolso nem de pagar para te amar;
Apenas preciso que o teu coração fique aberto para mim.
Ar, água, terra e fogo são elementos da natureza.
Tu és o meu elemento, o elemento que me faz falta.
Nesta canção, mostro-te o amor e a sua pureza.
Contigo por perto o meu coração não pula, mas salta.
Salta porque está a correr velozmente
Para apanhar o teu amor que é tão maravilhoso.
Quero que oiças o meu coração coerentemente
Que não o interrompas ao demonstrar o quanto é valioso!"
Vanessa Cardui
(in Poesias Mais-que-soltas)

















