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domingo, 7 de janeiro de 2018

Tempus

Fases. O que são fases? Fases da vida, ou fases de nós? Fases de fragmentos nossos e da nossa vida ou fases de desfragmentos na vida? Coisas de fases e fases de coisas. Coisas que fazes que são fases mas não parecem. São fases da vida, as que quisermos, as que tivermos por que passar, as que nos vão safando e as que nos vão tentando deitar abaixo e nós não deixamos; lá está, não passa de uma fase.

Vanessa Cardui 
(In “Crónicas (De)Vidas”)

* fases -tempus (latim)


Foto: Vanessa Cardui 

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Dolor

Um dor que arde por dentro até corroer por fora. Uma dor inexplicável, corrosiva. Pensamentos débeis derivados de dores insuportáveis. Dores. Dores e mais dores. Vida está composta de dores físicas e emocionais; dores com maior ou menor intensidade mas que não deixam de ser dores. Dores da vida. E são destas que a vida se alimenta, infelizmente, pois não fossem elas e nós seríamos burrinhos toda a vida, e assim estamos em constante aprendizagem.

Vanessa Cardui 
(In “Crónicas (De)Vidas”)

*dolor - dor (latim)


Foto: Vanessa Cardui 

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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Decisão VS escuridão

"Dias decisivos que se passaram na vida. Dias que se passaram quase como facas a espetarem-se no nosso peito. Dias custosos, dolorosos de tão gastos e desvalorizados...
Na vida, existem sempre dias bons e dias maus, dias cansados de passar e dias em que o sorriso se planta nos lábios involuntariamente.
A verdade é que com o passar do tempo, aprendemos a saber lidar melhor com os dias mais escuros...e o facto de pensarmos que poderão ser mais luzidios, faz com que não haja abundância dos mesmos.
A felicidade está dentro de nós, escondida ou não, mas está.
E há sempre um dia na nossa vida em que sentimos que a felicidade vingou! E é a partir desse momento que tudo passa a ser muito mais fácil. E não adianta esconder a felicidade! Porque se a sentimos é porque a merecemos! "
Vanessa Cardui
(In "Crónicas (De)Vidas")


 Foto: Lara Simões

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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Dignidade

Não há esperança para os que não têm dignidade.
Se amor com amor se paga; respeito com respeito se paga. Amizade com amizade se paga, lágrimas com lágrimas se pagam. Sorrisos com sorrisos se pagam. Em tudo há que haver o mínimo de reciprocidade; ou melhor, o que o vento leva numa direcção volta a trazer noutra. E se não a houver,óbvio que correrá mal. Reciprocidade com reciprocidade se paga. Compreensão com compreensão se paga. Mas tudo isto como quem diz...por isso é que nem o dinheiro paga tudo. Nem o dinheiro paga a dignidade. Nem a malícia paga a liderança, nem os subornos a malignidade.
Tudo nesta vida se paga. Tudo. Desde o nascimento à morte. Mesmo sem pensarmos em materialismos. Tudo são dívidas mesmo que  não as tenhamos,até as sequelas do passado. Que mesmo duro não fez com que continuássemos rijos.
E rijos já nós somos...desde que nascemos, não é à toa que fomos o espermatozóide mais rápido e ágil e transformar-se em embrião. Acreditem que isto tem muito que se lhe diga. A vida é uma benção que nós conseguimos ter o prazer de ter. Fomos simplesmente comgratulados a viver. Ponto.
Parágrafo.

Vanessa Cardui
(In "Crónicas (De)Vidas ")




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sábado, 7 de outubro de 2017

Quantum

É o uma coisa que tanto se exige e pouco se dá. Respeito só existe na reciprocidade. E até sem ela, convenhamos, em algum momento deixa de existir.
Respeito sem respeito equivale a zero. Respeito ppr respeito equivale precisamente a respeito.
Nada é por acaso. E o respeito também não. Mas pode ser propositado. Ou não. Do respeito a vocábulos similares andamos a passinhos de bebé. Mas quando se trata de respeito na sua forma literal não há muito por onde divagar.. não há muito para dizer quando se trata de respeito. O respeito vê-se em pequenos e, por vezes,  insignificantes,  gestos ou acções.
Somos quem crescemos para ser. Somos o que a nossa educação nos incutiu e o que os ensinamentos da vida nos foram ensinando a ser. Somos o que somos e o reflexo de uma sociedade que tantas vezes é egoísta que se esquece fo verdadteiro significado de respeito. O respeito pelo outro. O respeito por nós mesmos. Um com o outro,  a sintonia perfeita. Um sem o outro, salve-se quem puder e o mais importante é mesmo o respeito por nós mesmos,  já que a vida é nossa, só nossa, tão pessoal, e intransmissível.

Vanessa Cardui
(In "Crónicas  (De)Vidas")

*quantum = respeito  (latim)

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Lembrar VS Esquecer

Lembrar para esquecer, é tenebroso. Mas esquecer para lembrar sempre é como um assalto aos sentidos. É bom. É bom demais. É como que o nosso corpo levitasse. Indescritível.
Sim. Todos temos problemas mas se não os tivéssemos seria um puro sinal de uma vida inexistente . Sim, a vida não é um mar de rosas mas é um mar igual ao que vemos e ao que existe; umas vezes flat ou não; outras vezes a maré está alta ou baixa. Tudo depende. Tal como na vida. Tudo depende. Mas do que mais a nossa vida depende é de nós mesmos. A força vem de dentro de nós e mal nós sabemos a sua dimensão!
Viver para lembrar. E sim, continuar a lembrar sempre. Viver para lembrar sempre porque a vida só se lembra uma vez de acabar.

Vanessa Cardui


Foto: Vanessa Cardui 

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Areia no pé

Areia no pé faz de meia. Areia no pé faz bem. Relaxa. Acalma o stress e a alma.
Andar na areia e até esfregar os pés na areia é uma sensação de pureza, paz e relaxamento.
Areia em sintonia com o mar. A sintonia perfeita.
E os meus pés enterrados na areia. E a minha alma mais calma. E o barulho das ondas no mar... e o meu pé a querer mais e mais e mais. A areia são grãos tão pequenos e milagrosos. Dou por mim a tentar contabilizá-los mas a imensidão do mar não me deixa pensar...

Vanessa Cardui
(In "Ao Nunum")


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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Nunc

Vou agora tentar concentrar-me em mim. Captar sinais, enfrentar batalhas e não desistir.
Vou agora dirigir-me de vez para a felicidade e para aquilo que eu quero! Vou ser eu como sempre fui, vou tomar decisões como sempre tomei. Mas estas serão para a vida. Estas não serão apenas em prol da minha vida mas sim em prol de quem eu quero ser na minha vida - simplesmente eu.
Vou agora concentrar-me em tonificar mais o músculo do sorriso do que aqueles que, por vezes,nem sabia que existiam.
Vou agora respirar devagar e depressa quando tiver que ser. E vou deixar de fazer apneias, quando já não fazem sentido quando alguém deixa de se sentir sufocada com represálias da vida, sequelas danadas e fodidas.
Vou ser feliz. Como sempre fui mas agora um bocadinho bem maior. Aliás, muito maior! Vou ali e já venho! Fazer aquilo a que me propus.

Vanessa Cardui
(In "Crónicas (De )Vidas")

*nunc = agora (latim)


#blogger #borboletrasdecardui #vanessacarduiquotes #quotes #crónicas_de_vidas


Foto:  Vanessa Cardui 



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Lectus

Ela era uma menina completa demais. Pensava demais. Sofria demais, só para ela. Ela sabia ser adulta sendo criança. Um pouco absurdo mas real.
Ela era muito mais do que aquilo que alguma vez julgou ser ou que alguém julgou que ela fosse!
Ela censurava-a a ela mesma porque não havia ninguém que a censurasse, por ser pura, por ser genuína,  por ser inteira e a mais. Não um a mais de sobrar, mas um a mais de prodígio. 
Ela era assim, simples e verdadeira. Sem peneira mas a ver o mundo por peneiras, se assim houver necessidade.
Ela era assim, amada pelos seus e censurada pelos que nem sabem o que são sentimentos, quanto mais pessoas sem opiniões formadas.
Ela era pequena mas inteira. Compactada. Talvez mulher em forma de sereia e uma menina colorida de um qualquer conto de fada. Ela não gostava de palácios. Gostava de campos de trigo e de brisas de vento. Ela gostava de ser ela e, ao sê-lo, sentia-se leve!
Ela queria sentir como sempre sentira... só e para com ela sem que ninguém se apercebesse! Ela não gostava de sofrer. Ela gostava de sofrer. Ela não era mãe mas gostava de ser mãe... tinha o prazer de cuidar e de dar a ser o que até poderiam não querer ser. Ela tinha esperanças pelos outros. Ela acreditava mais nos outros do que nela mesma. Eles acreditavam mais neles do que nela. Afinal quem é que  estava errado? Ela. Sempre ela. Ela assumia todas as culpas. Sempre. Ela era assim.
Ela gostava de ser sem que lhe pedissem para ser e era por isso que o era... e o continuaria a ser.

Vanessa Cardui
(In "Crónicas (De)Vidas")

*lectus= censurada (latim)


Foto: Paulo Correia

domingo, 28 de maio de 2017

Odium

"Aversão a tudo e a nada. Aversão a gentes e daí,  vinganças,  represálias,  malhas no corpo e na cabeça.
O poder da falsidade para a proximidade daquilo a que acham de repugnante, por puro prazer, por lema da vida, e o mais assustador, severamente consciente.
Aversão a acção e aversão à inércia.
Misantropia, egocentrismo e ganância a mais!
Raiva que não é adquirida e já nasce com o ser que,  simplesmente não sabe ser. Raiva de quem tem aversão a gentes, ou a categorias de gente se é que os estereótipos existem mesmo.
Aversão que dá lugar ao reverso da medalha,  exaltada, e cada vez mais exaltada. Aversão que se transforma em raiva, em guerra e terrorismo na mente das pessoas. Aversão que passou a explosivos no lar e na vida das pessoas.
Aversão a tudo o que possa não ser nada.
Um diz que não que é um não tão grande e tão feio que ninguém o quer ouvir a não ser quem o gosta de praticar.
Misantropias de seres inadaptados que de nada valem se não virem os seus desejos suplantados. Aversão a gentes?  Isolamento total, que ideia genial!!! E assim a paz aparece. Misantropias e melancolias já bastam neste mundo e coiso e tal!"

Vanessa Cardui
(In Crónicas  (De)Vidas)

*odium = aversão  (latim)


Foto: Paulo Nuno Santos

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Gradus

"Escadas em caracol e degraus espezinhados. Assim é a vida vista de cima. Para quem tem vertigens, o melhor é subir sem sequer olhar para baixo. Os degraus são os mesmos mas a escada parece maior. Tão maior! Tão alta! Uma escada e um pedestal da vida. Da nossa vida,  espezinhada por nós e por nós subida! Uma vida sempre com saída, com ou sem despedida. Escadas. Degraus de pés cansados e dolorosos de anos de vida desgostosos. Escadas. Degraus misericordiosos e abençoados para se chegar ao topo da anestesia, daquilo que vimos ter sido construído por nós e tecido com os nossos valores; que se torna na gratificação mais valiosa de cada etapa que levamos da vida.
Escadas a pique e em caracol, sólida e tão passeada, que nem com o ranger da madeira se move um milímetro. Somos nós quem move a nossa vida, dando passos,  subindo degraus, descendo também... e é disto que a vida tem..."

Vanessa Cardui
(In "Crónicas  (De)Vidas")

*gradus = passo (latim) 


Foto: Paulo Nuno Santos

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A doença da cura

"O que é a doença perante a impotência do ser?
Para se vencer a doença  (seja ela a forma que for)é  preciso ter coragem,  auto-confiança , força, garra, e sobretudo vontade de viver.
Sim. A saúde é extremamente importante para que a vida nos soe a sorte e a maravilha. Mas a força de vontade ajuda tanto a tornar as coisas impossíveis nas únicas possíveis. A força de vontade chama os milagres porque os merecemos. A doença existe mas se nós existimos, é porque nós também existimos para a aguentar.
Infelizmente e muitas vezes é só isso que faz com que o ser humano se auto-valorize, o que é, de facto, lamentável. Mas noutras, o medo de perder quem amamos por "bichos estúpidos e maquiavélicos " prevalece em nós. Porque para os que estão de fora e também têm força de vontade, há impotência em saber que essa força não se pode permutar sem que o outro o permita.
Estamos aqui para quem amamos sempre,  quer na doença, quer na cura... e que a cura esteja nesta filha da puta desta força de vontade! Que é grande para caralho! "

Vanessa Cardui
("Crónicas  (De)Vidas")
Foto: Vanessa Cardui

sábado, 18 de março de 2017

Putos

"Há putos que não as pensam. Há putos que se armam em espertinhos só porque sim e porque lhes apetece serem líderes quando não são coisíssima nenhuma!
Há putos que nem as pensam, dizem coisas que nem eles próprios sabem do que estão a falar,  dizem merdas impensáveis a pensar que estão a fazer uma bela figura e estão apenas a enterrar a sua inteligência perante os outros.
A geração actual é um pouco artificial...há muita tecnologia apesar do lema bem presente de que  - mudam-se os tempos, mudam-se as vontades- e isso prejudica a geração destes miúdos que não sabem o que é andar descalços na relva  a curtir o sol da tarde, explorar caminhos e picarem-se nas silvas... os putos de agora têm  mãos delicadas porque os ecrãs da sua adolescência e, por culpa da modernidade e da tecnologia, são quase todos touch."

Vanessa Cardui
(In "Crónicas  (De)Vidas")


Foto: Vanessa Cardui

Ut mortem?

"A morte vista de fora é angustiante....imaginem por dentro.
Morrer por dentro e não sentir absolutamente nada é como se nos tivéssemos transformado num pequeno botão de reset em que tudo o que fomos não mais sentimos, permitam-me a expressão, nem que nos fodamos todos...
Vivemos, morremos e não ressuscitamos. Somos de carne e osso e não transcendentais. Não somos a divindade mas a nossa vida é a maior dádiva e... a morte,  a maior perda da vida, da nossa vida,  do nosso eu que se perdeu porque o apagão foi completo pelo facto da vida ter acabado. Existem missões na vida? Creio que não. Existem missões para a felicidade. Não para a vida! A vida não devia acabar assim, sem permissão ou pelo menos uma simples indicação! Se não pedimos para nascer, porque carga de água não havemos de ter direito a escolher quando quisermos morrer? (Não a qualquer momento, como é lógico,  de cabeça quente muitos brincariam com a própria vida sem o saberem).
Morrer é apodrecer a alma. Morrer é deixar memórias e não sentidos. Acabam-se os olhares tão bem conhecidos. Acabam-se os jogos das mãos frias e das mãos quentes. Acabam-se as cócegas vindas do nada que em vez de gargalhadas geram picardias. Acabam-se os ensinamentos que se tornaram em mandamentos. Acabam-se as merdas todas, de uma vez por todas. Mas reparem: que merdas? A vida sem picos - sem momentos de êxtase e de desespero; sem momentos felizes ou infelizes; sem mistos de sentimentos - não é vida. É morte. A morte do ser. A vida é tudo o que nos vem de dentro, das entranhas,  do mais profundo do nosso ser. E se vivermos para quê querermos morrer. Se na vida há,  na morte não há coisíssima nenhuma. Se na vida existimos, na morte nem sequer somos gente, já somos apenas e só ossadas, sem pensar.
A morte não é tabu mas podia ser. Não lido bem com ela, provavelmente por não querer saber como é. Não quero ser tudo em morte, prefiro ser tudo em vida! E que vida, ai tanta vida que eu tenho para viver!
E se morrer morri e não saberei. Mas em vida saberei perfeitamente e sempre o que será viver! "

Vanessa Cardui
(In "Crónicas  (De)Vidas")

*ut mortem= que morte 


Foto:Christian aka raspuns.ioana instagram

terça-feira, 14 de março de 2017

Reca(n)tos

"A reserva dos amigos. Aquela reserva que está ali, venha quem vier. Aquela reserva que se chama união, carinho, compreensão, convívios entre lágrimas e sorrisos. Coisas boas que nos trazem as reservas dos amigos. Amigos não passam de reservas nossas na nossa vida e, por acréscimo, na deles. Reservas reservadas de conversas encerradas ali naqueles meio copos cheios e nos outros meio vazios. Copos de histórias e de memórias por contar; aperitivos que sabem a um.queijo delicioso mas que se chamam olhares fe cumplicidade e de ternura, nada obscura mas a mais pura. A reserva dos amigos. Aquela reserva que está sempre lá e que por mais bebida que seja, não esvazia.
A amizade é a nossa maior reserva, e ainda bem. "

Vanessa Cardui
(In "Crónicas  (De)Vidas")
Foto: Vanessa Cardui 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Omnes

"Já tinha dito que, na minha perspectiva, há pessoas e pessoas. Existe uma grande diversidade de pessoas...todos diferentes. Não existo só eu, não existes só tu..existe todo um mundo repleto de pessoas.
Há pessoas ocas e vazias e há aquelas tão cheias de tudo que nem nelas cabem e mal sabem. Há pessoas que valem a pena, e outras, nem por isso.
Há pessoas que são tão inteiras e que se julgam metades e outras, tão quase um terço de pessoas que se julgam tão inteiras! Sim, a discrepância dos seres e dos factos há-de sempre existir! Mas cada pessoa é simplesmente quem é. Só terá que ser sem artificialidades...assim tudo se tornará bem mais fácil. É tão fácil ser-se inteiro quando valorizamos tudo o que somos, de boca cheia, a espalhar aos sete ventos! É tão estupidamente fácil que até mete dó de não se ter aprendido isto mais cedo! Triste mas a tempo. Sempre a tempo de aprender. Que por mais que nos consideremos metade do que aquilo que somos, na realidade, havemos de ser sempre mais.
Se somos inteiros, porque carga de água devemos esperar metades? Para inteiro, só inteiro basta..."

Vanessa Cardui
(In "Crónicas  (De)Vidas")

*omnes = tudo  (latim)



quinta-feira, 2 de março de 2017

Vida intérprete

"A música que eu ouço e que me faz bem. Mas a música que me controla, oh essa está dentro de mim. Essa música vem de dentro da alma
 E apesar de ser quase apenas e só batidas e cenas inexplicáveis, a  verdade é que a música é que nos vai controlando as entranhas do nosso ser, e fazer com que a nossa vida reaja.
A música que vem de fora? É nossa sempre que a quisermos ouvir, sempre que sentimos os nossos batimentos cardíacos a par com aquela música que tanto nos faz colapsar, tremer, deambular por aí em sonhos desmedidos e depois cumpridos. Falo daquela música que está sempre dentro de nós e que não acaba. Daquela música que nos move, por dentro e por fora, por quanto em nós há.
Música de mim e para mim, música que se ouve por mim e por poucos e aos que a sabem ouvir também o sentem. Música minha para os meus ouvidos. Música que me faz viver a vida,  com ou sem batidas, instrumental ou não. A música que ouvimos é sempre aquela que queremos ouvir... o volume somos nós quem o controlamos..."

Vanessa Cardui
(In " Crónicas  (De)Vidas ")

Foto: Joana Nunes 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Gressus

"Escolhas. Uma vida de escolhas. Uma vida de escolhas e de caminhos, daqueles mais apertados e sempre em frente e daqueles mais atribulados e com curvas e contracurvas.
Escolhas que são feitas por nós, vida a vida, com cada passo dado ( em falso ou não,  mas nem sempre se acerta à primeira...há que aprender a lidar com o mau para se saber lidar ainda melhor com o bom..)
Uma vida e tantas, mas tantas escolhas. A verdade é que para se chegar às certas, temos que arcar com as erradas...leva o seu tempo, é certo, mas também somos crescidos o suficiente para sabermos responsabilizar-nos pelas nossas escolhas. Que nunca deixarão de ser as nossas escolhas, na nossa vida.
Escolher viver um sonho ou escolher tornar um sonho real? Nada é impossível enquanto houver liberdade dentro de nós.
Defender a nossa liberdade. Lealdade e compreensão pelo outro. Sonhos medidos ou desmedidos mas partilhados. Esta haverá sempre por  ser a escolha mais correcta de mãos dadas com a felicidade!"

Vanessa Cardui
(In "Crónicas  (De)Vidas")

*gressus-caminhos (latim)



Foto:  Vanessa Cardui 

Natureza VS Homem

"A natureza é feita de vegetação, o Homem feito de carne.
O Homem ama a natureza para se usar dela. Para usar e abusar do tanto verde que nunca havemos de encontrar dentro de nós .
A natureza é o centro do mundo e lamento informar que o Homem não.  O Homem tem sim uma natureza diferente dentro dele que não aquela que nos envolve. Essa sim, é pura. Não quer dizer que a raça humana não seja pura de raça,  mas que às vezes é de má raça,  lá isso é!
Como é possível um ser humano se tornar num incendiário para poder apreciar espectáculos piromaníacos?
Como é possível haver prazer em estragar o que é verde, o que há de realmente puro nesta vida terrena que conhecemos?
Ser humano tem coração mas não tanta pureza como a vegetação.
E é só.... o Homem precisa de verde para saber respirar e apreciar a vida.
Respirar ar puro. Sentir o cheiro das árvores molhadas... ou delas secas de tanto sol... gaivotas no ar.... mar cristalino e com ondas de embalar...pântanos perdidos e inóspitos de magia... sol, noite e sempre tudo em sintonia... naquele verde que é da magia...da natureza...
O pior de tudo é que medindo as forças de o Homem com a natureza,  trata-se apenas de uma questão de um rápido e eficiente suicídio. "

Vanessa Cardui
(In "Crónicas (De)Vidas")

Foto: Vanessa Cardui 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Matrecos marrecos

"Há pessoas que não sabem ler nas entrelinhas. Essas, normalmente são aquelas que só olham para o seu umbigo. Essas pessoas são mais do que aquelas que deveriam ser,  é certo, mas são elas que fazem das outras pessoas  (as genuínas e cheias de valores dentro delas) tão especiais e originais.
Há pessoas que não apreciam as suas vidas e, como tal, procuram saber de outras e talvez até vivê-las! Pura falta de originalidade! Falta de marca pessoal, falta de personalidade. Enfim. Uma série de "pessoas-enfim" que se dizem por aí. Mas, na verdade, nem aqui estão, nem estão em lado nenhum. Mal elas sabem."


Vanessa Cardui
(In "Crónicas (De)Vidas ")


Foto: Paulo Nuno Santos